Gestão de pequenas empresas

Data de pulbicação: 28 de Março de 2017 às 00:42


Gestão de pequenas empresas


A gestão de pequenas empresas não pode ser reduzida à aplicação simplificada das práticas gerenciais utilizadas nas grandes empresas. As pequenas empresas têm características e vocações exclusivas e, portanto, necessitam de tecnologias e práticas de gestão concebidas para resolver seus próprios problemas.

Administrar pequenas empresas requer uma compreensão profunda das dificuldades e dos desafios relativos à natureza das pequenas empresas. Enquanto nas grandes empresas os administradores enfrentam problemas decorrentes do tamanho excessivo da organização, o que dificulta a percepção do trabalho em sua totalidade, nas pequenas empresas os problemas têm razões justamente opostas, ou seja, a escassez de recursos materiais e humanos implica em uma variedade menor de possibilidades para organizar o trabalho. Nesse sentido, as pequenas empresas geralmente são pequenas demais para manter a administração que precisam.

Diferentemente das grandes corporações, as pequenas empresas não formulam planos, não se preocupam em fixar objetivos quantitativos ou estabelecer metas a serem perseguidas incansavelmente. As pequenas empresas perseguem conceitos visionários transmitidos pelo dirigente e buscam sofisticar o comportamento de trabalho ao aproveitar as competências e solucionar os problemas da empresa. Nesse sentido, as pequenas empresas não seguem planos formalizados, são movidas pela liderança exercida pelo dirigente e progridem a medida em que se amplia o conhecimento sobre os negócios.

Sendo assim, as pequenas empresas exigem um modelo de gestão centrado no dirigente que considere seus traços pessoais, experiências, valores, aspirações, habilidades gerenciais e preferências estratégicas como fatores primordiais que se manifestam pelas ações administrativas. Nas pequenas empresas, a estratégia existe apenas na mente do dirigente como uma perspectiva, um sentido de direção a longo prazo, uma visão sobre o futuro da empresa. Portanto, a estratégia emerge como uma representação mental do futuro estado possível e desejável para a organização. Esta imagem pode ser vaga como um sonho ou minuciosa como uma declaração de propósito. O ponto crítico é que uma visão e, não um plano, articula a expectativa de um futuro realista e inspirador, o que decreta uma ruptura com a abordagem centrada na grande empresa e preserva a essência da pequena empresa ao favorecer a figura que lidera e empreende, o dirigente.

A abordagem visionária é uma maneira simples e flexível de lidar com um mundo incerto. A visão determina os contornos gerais de uma estratégia, enquanto deixa os detalhes específicos a serem elaborados. Em outras palavras, as perspectivas gerais são deliberadas, mas as posições específicas podem emergir. Assim, quando o inesperado acontece, supondo que a visão seja suficientemente robusta, a organização consegue adaptar, pois ela aprende e, com isso, as mudanças são facilmente acomodadas.

Deste modo, se as grandes empresas costumam comportar-se como planejadores formais, as pequenas empresas parecem mais com aprendizes visionários. Essa distinção central entre as duas formas de pensar a estratégia possibilita compreendermos a vocação das pequenas empresas para a adaptação. Enquanto as pequenas empresas dão boas-vindas às mudanças pois as percebem como fonte de novas informações para compreender o mundo, as grandes empresas temem as incertezas e desesperam-se com as mudanças inesperadas, pois o planejamento é orientado à estabilidade e tão obcecado pelo controle que qualquer perturbação provoca uma onda de pânico e dissemina percepções de turbulência. Se você não tiver uma visão, mas somente planos formais, então toda mudança imprevista vai fazer o seu mundo desabar. Isso significa que frequentemente as estratégias devem permanecer em estado bruto como uma perspectiva geral sobre o futuro da empresa, sem articulações precisas a fim de ser capaz de se adaptar a um ambiente de mudanças aceleradas.

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